As construtoras de Santa Catarina vão quebrar?
Foi exatamente isso que começou a circular na internet esta semana, em vídeos afirmando que as construtoras de Santa Catarina quebrarão por estarem vendendo imóveis com parcelamentos de 100, 120 e até 144 meses diretamente com a incorporadora. Mas será que essa afirmação pode ser aplicada a todo o mercado? A resposta é simples: não. O vídeo levanta um ponto importante. De fato, existem empresas que podem enfrentar dificuldades quando adotam um modelo financeiro incompatível com sua realidade. O problema é quando esse raciocínio é generalizado, como se todas as construtoras estivessem na mesma situação financeira, tivessem o mesmo histórico, a mesma estrutura de capital e a mesma forma de gestão. E isso está longe de ser verdade.
Atuamos no mercado imobiliário de Itapema e região há mais de 13 anos e podemos afirmar com tranquilidade: o financiamento direto pela construtora não surgiu agora
Um exemplo é a JLC, empresa com mais de 40 anos de história, que há aproximadamente duas décadas trabalha com financiamentos próprios em até 100 parcelas, inclusive para imóveis prontos. Seu fundador, seu Juca, foi um dos pioneiros desse modelo em nossa região. Infelizmente ele já não está entre nós, mas deixou um legado de seriedade, qualidade construtiva e compromisso, valores que continuam sendo preservados por seus sucessores. E ela não é a única. Existem diversas construtoras sólidas que utilizam esse mesmo formato há muitos anos, sempre honrando seus compromissos.
O mercado imobiliário nunca foi uma linha reta. Ele é cíclico.
Existem momentos em que o mercado favorece o comprador: juros elevados, maior oferta de imóveis e menor demanda
É exatamente o cenário que vivemos hoje. Depois, chegamos a um ponto de equilíbrio, em que fica igualmente favorável a compradores e vendedores.
Na sequência, inicia-se um novo ciclo de expansão, quando a demanda supera a oferta, os estoques diminuem e as maiores valorizações acontecem.
Como a história já mostrou diversas vezes, todo momento carrega a semente do próximo ciclo.
O que quebra uma construtora não é o mercado
O que quebra uma empresa é operar com um modelo incompatível com sua estrutura financeira, seu fluxo de caixa e sua capacidade de execução. Há construtoras que trabalham com recebíveis longos porque esse sempre foi seu modelo de negócios. Elas se capitalizaram dessa forma, cresceram dessa forma e estruturaram suas operações para isso. Por outro lado, existem empresas que tentam copiar esse modelo sem possuir a mesma estrutura. E é justamente aí que mora o risco. Ou seja, dizer que todas conseguirão fazer isso seria um erro. Mas afirmar que todas irão quebrar por causa disso também é. Em momentos como o atual, muitos conteúdos acabam criando uma verdadeira cortina de fumaça, desviando a atenção do que realmente importa. Historicamente, foi justamente nos períodos em que o mercado favorecia o comprador que surgiram algumas das maiores oportunidades de aquisição e de valorização patrimonial.
A pergunta que fica é: Você está olhando para o medo... ou para as oportunidades?
Na Yankees Negócios Imobiliários, antes de apresentar qualquer empreendimento, fazemos uma análise profunda da empresa responsável pelo projeto. Avaliamos histórico de entregas, saúde financeira, capacidade de execução, reputação, padrão construtivo e credibilidade. Porque, para nós, não se trata apenas de vender um imóvel. Trata-se de garantir que cada cliente realize um bom negócio com segurança, confiança e tranquilidade. No mercado imobiliário existem construtoras e construtoras. Separar o joio do trigo nunca foi tão importante.